
Você já ouviu falar em escoliose? Esse é um problema que atinge milhões de brasileiros e, muitas vezes, passa despercebido até se tornar motivo de dor ou desconforto. A boa notícia é que, com acompanhamento de um ortopedista, é possível identificar e tratar a condição antes que ela afete sua qualidade de vida.
A escoliose é uma curvatura anormal da coluna vertebral para o lado. Em vez de seguir uma linha reta, a coluna de quem tem escoliose forma um “S” ou um “C” quando vista de frente ou de trás.
Essa condição pode afetar qualquer parte da coluna, mas é mais comum na região torácica e lombar. Existem diferentes tipos de escoliose, e a gravidade varia de leve a severa, dependendo do grau da curvatura.
Em muitos casos, a escoliose é assintomática, especialmente quando leve. Porém, com o tempo ou com o avanço da curvatura, alguns sinais podem surgir, como:
- Ombros ou quadris desalinhados
- Um lado das costelas mais alto que o outro
- Dor nas costas, principalmente após longos períodos em pé ou sentado
- Postura encurvada ou assimétrica
- Cansaço excessivo ao final do dia, mesmo sem esforço físico intenso
Quando a escoliose é mais severa, pode até comprometer a respiração ou o funcionamento de órgãos internos, devido à pressão sobre o tórax.
A escoliose pode ter várias causas. Veja as mais comuns:
Escoliose idiopática: é o tipo mais comum, principalmente em adolescentes. A causa exata ainda é desconhecida, mas acredita-se que fatores genéticos estejam envolvidos.
Escoliose congênita: presente desde o nascimento, causada por má formação da coluna ainda no útero.
Escoliose neuromuscular: relacionada a doenças que afetam músculos e nervos, como paralisia cerebral ou distrofia muscular.
Escoliose degenerativa: ocorre em adultos, geralmente por desgaste natural da coluna, como artrose ou hérnia de disco.
O ideal é que a escoliose seja identificada o quanto antes, especialmente em crianças e adolescentes em fase de crescimento. Quanto mais precoce o diagnóstico, maiores são as chances de um tratamento eficaz e menos invasivo.
Você deve procurar um ortopedista se perceber:
- Alterações visíveis na postura
- Dor frequente nas costas
- Histórico familiar de escoliose
- Dificuldade para manter a coluna ereta
- Qualquer assimetria corporal que gere desconforto
O ortopedista é o profissional mais indicado para avaliar o grau da curvatura, solicitar exames como raio-x e indicar o melhor tratamento, que pode variar entre acompanhamento clínico, fisioterapia, uso de coletes ou, em casos graves, cirurgia.
O tratamento da escoliose depende do tipo e da gravidade do caso. Em casos leves, apenas o acompanhamento regular com o ortopedista pode ser suficiente. Em outras situações, o médico pode indicar:
- Fisioterapia postural e funcional
- Fortalecimento muscular
- Uso de coletes ortopédicos
- Cirurgia corretiva, nos casos mais graves
É importante lembrar que a prática de atividade física orientada e o cuidado com a postura no dia a dia também fazem parte da prevenção e controle da escoliose.
A escoliose é uma condição comum, mas que precisa de atenção. Quando identificada e acompanhada por um ortopedista, pode ser tratada com sucesso, evitando complicações futuras e promovendo mais qualidade de vida.
Se você desconfia de alguma alteração postural ou sente dores constantes nas costas, agende uma consulta com um ortopedista. O diagnóstico precoce faz toda a diferença.